domingo, 29 de maio de 2011

Espirometria: o básico

     A espirometria mede o quanto de ar se move para dentro e para fora dos pulmões e também o quão rápido se dá este movimento. Ela ajuda seu médico a dizer se seu filho tem doença pulmonar, o grau de sua gravidade e quais medicações auxiliarão no tratamento.
  
     A espirometria poderá ser feita no consultório do próprio médico ou num laboratório de função pulmonar. É importante salientar que nem todos os laboratórios dispõem de técnicos capacitados para realizar espirometria em crianças. Um bom técnico em espirometria precisa ser alguém que tenha facilidade de comunicação com o paciente pediátrico e saiba usar recursos que facilitem a compreensão do exame pela criança. É necessário também ser bastante paciente e perseverante, já que, na maioria das vezes, a criança estará realizando o exame pela primeira vez e possivelmente não executará a manobra perfeitamente nas primeiras tentativas.
  
Aos 6 anos, a maioria das crianças já consegue fazer espirometria, embora algumas sejam capazes de realizá-la antes mesmo desta idade.
Na maioria das vezes, a espirometria é repetida após a inalação de salbutamol (um broncodilatador) para saber se a respiração melhora após a administração desta medicação. Este teste é chamado teste pós-broncodilatador ou teste de resposta ao broncodilatador. 

     O exame não dói. Será solicitado que a criança encha o peito de ar profundamente e sopre através de um bocal conectado a um computador. Ela terá que repetir esta manobra várias vezes para que o melhor resultado seja registrado. O teste pode demorar até 40 minutos para terminar.

7 comentários:

  1. Dra. boa noite, gostaria de saber, existe algum exame que possa ser feito em um bb de 2 anos pr saber se realmente tem bronquite? Já passei por vários pediatras, 2 alergologistas e um paneumo infantil, mas todos receitam o mesmo medicamento os qias não teem resultado, e pr ser sincera estou desesperada, as crises de tosse se desencadearam aos 5meses, e é impressionante, ele fia ótimo qdo acordado, mas ao se deitar (o q eu não entendo o pq!) a crise começa imediatamente, mesmo fazendo a bombinha de salbutamol antes de dormir, ele tosse até vomitar, mesmo tomando antitussígeno (Antux) não resolve, ai pediatra manda usar Busonid e acebrofilina, ou acetilcisteina, brondilat, carbocisteina, com Predsin, in alação com berotec e atrovent, ele já teve refluxo mas pelos exames não em mais e o alerologista mandou voltar a tomar label e motilho pr testar pr ver se havia voltado, mas negativo, não e refluxo, já tomou vick xarope, brycanil e por ai vai, tem alguma sugestão de exame, vacina ou algum médico na região de campinas q poderia m ajudar? Estou muito preocupada!!!!

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    1. Drª Valentina
      Boa noite!
      Também estou com mesmo histórico da colega acima JC Viana Serviços, porém minha menina tem 6 anos...ou seja há 6 anos levando nesses especialistas, tomando os mesmos medicamentos citados...Estou em BH, se puder, me responda tbm por email: ameliacorlaite@yahoo.com.br

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  3. dra.queria saber se é verdade que o uso de bombinha faz a criança ter inchaço e por isso ter aumento de peso,e se for usado por muito tempo pode fazer mal aos orgaos, ao pulmao e ao coraçao,minha filha usa beclort e sabultamol[bombinha]

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    1. Estes sintomas que você descreve fazem parte de uma síndrome chamada síndrome de Cushing, que está associada ao uso dos corticóides, principalmente se administrados por via oral. A sua ocorrência depende da dose e do tempo de uso. No caso dos corticóides inalatórios (como a beclometadona), a manifestação desta síndrome é muito incomum porque a maioria dos pacientes não precisa de doses altas o suficiente e nem por tempo tão prolongado para que ela surja. Os corticóides inalatórios não dão taquicardia ("coração acelerado"). Algumas pessoas podem apresentar este sintoma com o uso de broncodilatadores como o fenoterol, o salbutamol e o bambuterol. Contudo, este efeito é transitório e não causa sequelas ao coração. Deve-se ter precaução com seu uso se o paciente tiver histórico de arritmia cardíaca. A taquicardia é muito mais frequente quando se tomam broncodilatadores por via oral.

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  4. Olá doutora! Gostaria de saber se existe algum lugar no Rio de Janeiro que faça o exame de função pulmonar em criança de 2 anos e 7 meses? Meu filho começou a apresentar sintoma de asma desde dos 9, 10 meses. Desde de então, passei por vários médicos e todos receitam muito corticóides, bombinha, inalações, antihistaminicos etc. Enfim, nada disso funciona. Qd dá as crises de tosse, elas só passam com inalação feita com oxigênio no hospital. Qd faço as inalações em casa,com berotec e atrovent, não faz o menor efeito, só funciona com oxigênio. E o que intriga os médicos é que a oxigenação dele baixa muito rápido e mesmo depois que passa as crises ele nunca fica com 100% de oxigenação, dá sempre 95/97 no máximo. Ele já chegou a 90/91 de oxigenação. Já fiz exames pra testes alergicos pra tudo, todos os exames que existem no Brasil e nenhum apontou algum marcador, ele já tomou vacinas pra aumentar a imunidade, já usou singulair por muito tempo tb, o problema dele não é imunidade, pois é muito bem nutrido. Ele pesa 20kg e tem 97cm, se alimenta bem. Qd nasceu teve bronquiolite, com 2 meses de vida e logo após eu notava que ele apresentava uma espécie de motiamento, ficava todo rendado, roxeado, levei ao cardiopediatra, fizemos diversos exames, suspeitava-se de hipertensão pulmonar, foi acompanhado até fazer 2 anos, qd recebeu alta deste diagnóstico. Apresenta um estreitamento na artéria pulmonar, porém os cardiologistas dizem ser muito leve, classificam como fisiológico e não consideram fator desencadeante da asma. Tb já fiz exame de ultrasson do abdomem total pra investigação de refluxo, tb não deu nada. Enfim, alguma coisa ele tem, mas ninguém sabe o que é exatamente. Recentemente, o alergologista levantou a idéia de se fazer este teste, mas disse ser muito dificil de achar quem faça com crianças nesta idade. Se senhora tiver alguma opinião sobre este caso e puder me ajudar, agradeço muito!

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    1. Olá, Evelin. Entendo sua angústia, mas não seria correto da minha parte emitir opinão sobre o caso do seu filho baseando-me somente no que foi deixado escrito no comentário. A asma em lactentes nem sempre é um diagnóstico fácil. Quando a criança não responde bem ao tratamento, devemos pensar obrigatoriamente em diagnósticos diferenciais, que são vários. Só é possível saber o que investigar como possíveis causas alternativas fazendo-se uma história e exame físico bem completos. Por isto, é importante que você consulte com um pneumopediatra. Se isto não é possível em nível privado, tente ser atendida por uma equipe de pneumologia de algum hospital universitário, como o da UFRJ. Quanto à espirometria, acho difícil que seja possível fazer o exame nos moldes do aparelho que existe para bebês. Aqui em Porto Alegre, existe o aparelho na PUCRS (posso procurar saber no Rio). O mais prático seria esperar ele crescer um pouco mais e fazer com algum pneumopeditra que tenha espirômetro e que saiba fazer em crianças pequenas (em geral, a partir dos 3 anos já é possível ter algum resultado).

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